Polícia - 14/11/14 (22:27:56) Justiça nega a liberação dos executivos presos
Operação Lava Jato esteve em Jundiaí (Bairro do Medeiros), na manhã de 6ª feira

Justiça nega a liberação dos executivos presos

A Justiça Federal rejeitou, neste sábado (15), três pedidos de habeas corpus de dirigentes de empreiteiras presos, na sexta-feira (14), na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). As decisões foram proferidas pela desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre.

Nas petições, as defesas de Eduardo Emerlino Leite, diretor da Camargo Correa, e de Agenor Franklin Magalhaes Medeiros e Jose Ricardo Nogueira Breghirolli, ligados a OAS, argumentaram que os decretos de prisão são ilegais por não fundamentarem as participações dos acusados dos fatos.

Os advogados de Eduardo Emerlino, que ainda não teve prisão confirmada pela PF, também alegaram questões de saúde para pedir que a prisão preventiva seja transformada em domiliciliar. Segundo eles, o investigado é portador de hipertensão arterial de difícil controle, chegando a registrar picos de 19 por 10 [mmHg (milímetros de mercúrio)].

Na decisões, a desembargadora indeferiu as liminares para libertá-los por entender que não há constrangimento ilegal nas prisões, determinadas pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, de Curitiba.

Igualmente restou evidenciada a necessidade da medida [prisão] por conveniência da instrução criminal. Isto porque apresentados documentos falsos perante o juízo como forma de justificar as transferências às empresas controladas por Alberto Youssef. Daí a constatação no sentido de que se as empreiteiras, ainda em fase inicial da investigação, não se sentiram constrangidas em apresentar documentos falsos ao Judiciário, forçoso reconhecer que [a] integridade das provas e do restante da instrução encontra-se em risco sem uma contramedida. Mas não é só. Segundo informações prestadas pela autoridade policial e destacadas pelo juízo impetrado, emissários das empreiteiras tentaram cooptar, por dinheiro ou ameaça velada, uma das testemunhas do processo, o que desvela de forma concreta a necessidade da medida, concluiu a magistrada.

Fonte: Agência Brasil (16/11/2014/03h40)


Operação Lava Jato esteve em Jundiaí, na manhã de 6ª feira

A Polícia Federal esteve em Jundiaí, na manhã de sexta-feira(14), para cumprir mandado contra o engenheiro Pedro Morollo Júnior, no bairro do Medeiros, mas não o encontrou em casa. Ele é funcionário da OAS, que presta serviços terceirizados para a Petrobras. O mandado faz parte da Operação Lava Jato, desencadeada para investigar desvios na empresa petrolífera.

A PF prendeu o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e de mais 17 pessoas, de forma temporária e preventiva. Todas fazem parte da sétima fase da Operação Lava Jato.

Também foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva. Os investigados que não foram localizados até o momento tiveram os nomes inscritos no sistema de procurados e impedidos da PF e estão proibidos de deixar o país, entre eles, o lobista Fernando Baiano, citado nas investigações como agente do PMDB no esquema criminoso.

De acordo com a PF, alguns executivos das sete maiores empreiteiras do país, mantinham, nas últimas semanas, atitudes suspeitas, prevendo que poderiam ser alvo de uma operação policial. Segundo o delegado da PF, Igor Romário de Paula, responsável pela operação, essa pessoas pernoitavam fora de casa e viajam com frequência. Ele negou que tenha havido vazamento de informações. “Alguns vinham saindo do país com frequência ou dormiam em hotéis, apartamentos nitidamente com caráter de não permanecer [nas residências fixas]. Isso se comprovou hoje com alguns sendo encontrados em outras cidades.”

Ao todo, sete empreiteiras, com contrato de mais de R$ 59 bilhões com a Petrobras foram alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira. “São aquelas em que o material apreendido e as quebras de sigilo dão material robusto para mostrar o envolvimento delas na formação de cartel, desvio de recursos para corrupção de agentes públicos”, disse o delegado.

Ainda de acordo com a PF, os executivos das empreiteiras presos hoje participaram diretamente da celebração de contratos com a Petrobras. Outros alvos da operação tiveram participação secundária ou atuaram no transporte de recursos obtidos de forma ilícita para doleiros, que posteriormente faziam a lavagem.

Na sétima fase da Operação Lava Jato foram expedidos 85 mandados judiciais e decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Foi autorizado também o bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas referentes a um dos operadores do esquema.

Os grupos investigados registraram, segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações financeiras atípicas no montante que supera os R$ 10 bilhões. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

Os mandatos foram cumpridos nos estados do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 300 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participaram da operação.

Fonte: JR

Petrobras virou principal cliente das empreiteiras

Investimentos bilionários:

Os investimentos bilionários da Petrobras, a partir do governo Lula, transformaram a estatal no cliente mais cobiçado pelas grandes empreiteiras apanhadas pela PF na Operação Lava Jato.

O interesse dessas empresas, antes focado em estradas, pontes e hidrelétricas, foi transferido para a Petrobras, que é dona de um orçamento gigantesco e paga em dia (o que nem sempre acontece com os governos estaduais e até ministérios).

Segundo a PF, as empresas que foram alvo das buscas e prisões têm juntas contratos que somam R$ 59 bilhões. Para se ter uma ideia, o Orçamento da Prefeitura de São Paulo previsto para 2015 é de R$ 51,3 bilhões.

Fonte: Agora


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