Notícia - 19/12/15 (19:42:50) ´Temer jamais recebeu qualquer coisa que não seja doação´
São afirmações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), neste sábado (19)

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou neste sábado (19) ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que o vice-presidente Michel Temer jamais recebeu qualquer coisa que não seja doação ao PMDB e desmentiu com veemência supostas cobranças de suborno feitas ao presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro, conhecido como Leo Pinheiro. Temer jamais recebeu qualquer coisa que não seja a doação ao PMDB. Nem Temer nem ninguém no partido que eu saiba, disse.

De acordo com reportagem publicada neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao relatar situações de pagamento de suborno a peemedebistas, apontou indícios de que o vice-presidente teria recebido R$ 5 milhões de Leo Pinheiro. O documento consta nos autos da Operação Catilinárias, que corre em segredo de Justiça.

Segundo a reportagem, a citação ao pagamento feito a Temer estaria em uma troca de mensagens entre Pinheiro e Cunha. O presidente da Câmara teria reclamado que o pagamento ao vice prejudicou e adiou repasse a outros líderes peemedebistas, que ele chama de turma. A conversa estaria armazenada no celular de Pinheiro, que foi apreendido no ano passado.

Cunha disse que, apesar de não ter visto a peça e não ter condições de comentar o assunto, qualquer diálogo com quem quer que seja tratando de valores é referente à doação partidária. Toda e qualquer menção a valores são correspondentes única e exclusivamente a doações partidárias, reforçou.

O presidente da Câmara garantiu ainda que o partido tem todas as doações devidamente registradas. Tenha certeza de que qualquer valor citado encontrará a respectiva doação contabilizada e declarada a Justiça Eleitoral, afirmou.

Questionado se a troca de mensagens com Pinheiro existiu, Cunha insistiu: Não vi a peça e nem conteúdo diálogo. Logo sobre isso não vou falar.

Cunha disse que não conversou com o vice-presidente após a divulgação da reportagem, pois não precisa falar com ele para saber que não há doação ilegal. Para o presidente da Câmara, a citação a Temer provavelmente se deve ao fato dele ser o presidente do PMDB e nessa condição ser o responsável no partido por autorizar e, junto com tesoureiro, contemplar a distribuição dentro partido das doações, afirmou. O resto são ilações e fofocas que não têm amparo nos fatos.

Em nota, o vice-presidente confirmou o recebimento de R$ 5,2 milhões da empreiteira e disse que foram doações ao PMDB devidamente registradas no partido e na prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Houve depósitos na conta do partido e a devida prestação de contas ao Tribunal. Tudo já comprovado por meio de documentos. A simples consulta às contas do PMDB poderia ter dirimido qualquer dúvida que, por acaso, pudesse ser levantada sobre o assunto, escreveu Temer.

Fonte: UOL


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