Notícia - 20/07/17 (01:49:44) ACE é acusada de R$ 2,3 milhões em gastos indevidos
Ex-presidente Réges Donatti Filho, diz ´ter condições de se defender de algumas das alegações´

Em auditoria contratada pelo interventor judicial da Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí (ACE), Dirceu Cardoso, a gestão anterior é acusada de promover R$ 2.345.528,06 em gastos que estão em desacordo com os Estatutos Sociais e Normas de Governança Corporativa. Procurado hoje (19), o antigo presidente, Réges Donatti Filho, afirmou que seu advogado está concluindo um levantamento do processo para apresentar a defesa. “Temos direito e condições de nos defender de algumas das alegações”, afirmou. O ex-presidente da ACE ainda informou que só apresentará suas objeções após a análise do advogado.

Questionada a respeito, a ACE Jundiaí informou, em nota, que “vem permanentemente atuando na defesa dos interesses dos empreendedores e suas empresas, cujas ações e atividades estiveram, estão e estarão sempre subordinadas ao Estatuto Social. Desde o dia 8 de março a gestão da ACE vem sendo conduzida por interventor judicial nomeado pelo Juiz de Direito da 4ª Vara Cível desta comarca (processo número 1002126-59.20-17.8.26.03909) para realizar as eleições da próxima diretoria e conselho deliberativo. O interventor conduz o processo eleitoral e não pode pronunciar-se sobre o conteúdo uma vez que está sub judice e as decisões são passíveis de recurso.”

A entidade não informou a respeito da elegibilidade do antigo presidente, bem como da chapa na qual é concorrente novamente ao pleito, que ocorre no próximo dia 26.

Entenda

O valor informado na auditoria é a somatória de 15 investimentos diversos, tais como R$ 260 mil em contratação de shows e eventos, R$ 198 mil em um plano de marketing, R$ 172,8 mil em gestão de mídia, e outros serviços contratados e não justificados.

De acordo com a auditoria, houve falta de procedimentos adequados durante o período analisado, que vai desde o balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2012 até o de 31 de dezembro de 2016. Os auditores acusam a “falta de registros do livro Diário e dos demonstrativos contábeis para todos os anos analisados”; “falta de escrituração dos demonstrativos contábeis quanto ao período de 30.09.2013 até o período de 31.10.2014”; e a “falta de suporte documental e patrimonial para os saldos iniciais aplicados nos demonstrativos contábeis a partir de 01.11.2014”.

Ainda no documento, que é público e está disponível no site do Tribunal, houve “falta de controle patrimonial dos itens de ativo imobilizado, não havendo registros analíticos dos bens, nem controles de vida útil e depreciação”; “falta de registro dos valores a receber dos associados pelo Regime de Competência, inviabilizando o controle de créditos em aberto”; “falta de aplicabilidade do Regime de Competência dos Exercícios, ao não provisionar os direitos e obrigações futuras”.

Outras duas alegações contém, ainda, valores não justificados ou justificados incorretamente como a “falta de controle de movimentação de caixa, ao apresentar nos demonstrativos contábeis de 31.12.2016, o valor de R$ 157.361,26, em conta de caixa, sem existência física comprovada” e a “obtenção de empréstimos bancários no montante de R$ 200.000,00 em dezembro de 2016, junto à instituição SICREDI, sem registro de conta de passivo e registrado como receitas diversas, e sem comprovação de aprovação pelo Conselho, desvirtuando resultado do período”.

Gastos que ferem os Estatutos

Todos os 15 gastos enxergados pela auditoria como incoerentes com os Estatutos foram justificados no documento. A contratação do show da banda Jota Quest, no valor de R$ 260 mil, por exemplo, consta como um investimento “sem apresentação de aprovação do Conselho e da diretoria, por ser um gasto sem orçamento apresentado”. Além disso, a auditoria informa que “não foi apresentado o montante dos valores a serem recebidos com venda de ingressos do evento para validar o resultado do mesmo”.

Há até mesmo gastos com cartão de crédito, debitados diretamente da conta da entidade, entre junho de 2015 e outubro de 2016, somando R$ 30.551,81.

Um dos gastos de maior peso foi com o pagamento de comissões na folha de pagamento, que não podem ser comprovados. “Pagamento de comissões a funcionários, lançados em folha de pagamento mensal, durante os anos de 2014 e 2016, sobre Consultas de Créditos, no total de R$ 492.748,46, sem os devidos apontamentos que suportem tais comissões, impossibilitando validar sua veracidade”, alega a auditoria.

Fonte: Tudo.com - Carina Reis


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